12.7.16

A COTOVIA




Ao anoitecer de um dia de lembranças 
dei com uma cotovia presa
num emaranhado de silvas com amoras maduras 
em declive sobre o abismo.

Eu nada podia fazer.
Mas por sorte o ar 
num movimento súbito a desatou.

E a cotovia bateu as asas 
para ir livremente dormir não sei onde.

J. Alberto de Oliveira