16.5.15

EM CARNE VIVA



Saí da palavra justa 
em poema:

em carne viva.

Do cego sopro de amar
vim coberto de espuma:

de nomes e de sal.

J. Alberto de Oliveira
16/05/2015

11.5.15

CORRENTE DE FOGO




Obrigado, C.
Que bem me fez o texto!
Ajudou-me a pensar, a entender as inúmeras irritações que entristecem
quando estou diante de uma obra de arte excelente: paisagem, música, texto, pintura, rosto, arquitectura.
Eu estremeço de ira quando me perco no clarão da obra
e há gente por perto,
à minha volta, com posturas de impostura e maneiras
de imparáveis passageiros.
Essa gente tira-me de mim.
Eles não sabem o que é o silêncio, a quietude, a interioridade.
Eles não sabem como se estabelece, entre a delicadeza da alma
e o interior do fulgor,
uma furtiva corrente de fogo.

J. Alberto de Oliveira

Imagem: Duane Michals  Ludmilla Tchérina,