27.1.16

O AZUL DA MINHA RUA




Veio uma ave distante
e pôs-se a cantar

no parapeito da janela

as ideias e desenhos
de toda a minha herança.

Enaltecia a luz de julho
em sua beleza calma.

Ali mesmo em poema
se demorou a entoar

a pronúncia do azul.

Nascia ao rés do mar
o azul da minha rua.

J. Alberto de Oliveira