24.10.11
AS MINHAS TRÊS VIDAS
As minhas três vidas:
a vida anterior a mim
a vida corrente
e a restante vida.
J. Alberto de Oliveira
30.7.11
O ANJO INEFÁVEL
O anjo inefável
é um ser do céu errante.
Uma sombra de chama
verbal e branca
é o meu anjo da palavra.
J. Alberto de Oliveira
Desenho: José Rodrigues
12.7.11
A ESTÉTICA DO FOGO
Após vinte e sete anos voltei para ler a carta.
Soletrei-a até ao último parágrafo, até ao seu amistoso fecho.
E depois, depois recorri à estética do fogo.
Tenho confiança nos apontamentos da memória e nos recursos da alma.
J. Alberto de Oliveira
ABUNDÂNCIA VIVA
Água infindável
e corredia.
Abundância viva
e primordial.
Matéria escrita
no sentido das linhas
ou dos versos
que a esperam.
Água pronunciada
no dialecto da terra.
Matriz atenta à vida
e à paixão inspirada
que há dentro dela.
e corredia.
Abundância viva
e primordial.
Matéria escrita
no sentido das linhas
ou dos versos
que a esperam.
Água pronunciada
no dialecto da terra.
Matriz atenta à vida
e à paixão inspirada
que há dentro dela.
J. Alberto de Oliveira
14.6.11
SANGUE LIMPO
Não sou de ascendência nobre.
No meu nome não há posses, armas e pergaminhos.
Nasci com sangue limpo.
Dos meus antepassados herdei o que apenas preservo: a nobreza de alma e de sentimentos.
Nasci do lado do silêncio da memória.
O único destino ou a fortuna que me assiste, me julga e conjuga e faz distinto, é a sensibilidade.
Em mim próprio, a sensibilidade se mistura com a alteza de alma.
J. Alberto de Oliveira
4.6.11
SEGUIR COM O OLHAR
Seguir com o olhar
as coisas sem alcance.
E depois
depois adormecer
na escrita de haver
sono e lembranças.
A invisível sintaxe
de versos brancos.
J. Alberto de Oliveira
27.5.11
MANANCIAL DE ROSA
Primeiro alumiou
a nudez e o aprumo
de róseas manhãs.
Depois veio difundir
a aura do pensamento.
Primeiro foi dádiva
e leitura preciosa
no pulso do tempo.
Depois em cada hora
um manancial de rosa.
J. Alberto de Oliveira
26.5.11
CALIGRAFIA ESTRITA
27.4.11
PLENITUDE NOCTURNA
8.4.11
AO RELENTO
Luzindo ao relento
assim os olhos e o sono.
Assim a língua e o amor
a entoar no pensamento.
a entoar no pensamento.
J. Alberto de Oliveira
O PENSAMENTO EM SANGUE
7.4.11
NO HAUSTO DAS FONTES
Amar o silêncio
no hausto das fontes.Arrebatar ao luar
a furtiva cadência
de frases
cheias de relento.
Transpor o sentido
literal do sono
soletrando os nomes
da água e do fogo.J. Alberto de Oliveira
19.3.11
FLUIR EM FLOR
19.2.11
O LABOR DO LUME
1.2.11
A PALAVRA CERTA
26.1.11
MARFOLHO
20.1.11
UM VENTO DE TREVAS
30.12.10
A LÍDIMA LUZ DA ÁGUA
11.12.10
EM VERSO LIVRE
8.11.10
O APRUMO DO OUTONO
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