27.5.11
MANANCIAL DE ROSA
Primeiro alumiou
a nudez e o aprumo
de róseas manhãs.
Depois veio difundir
a aura do pensamento.
Primeiro foi dádiva
e leitura preciosa
no pulso do tempo.
Depois em cada hora
um manancial de rosa.
J. Alberto de Oliveira
26.5.11
CALIGRAFIA ESTRITA
27.4.11
PLENITUDE NOCTURNA
8.4.11
AO RELENTO
Luzindo ao relento
assim os olhos e o sono.
Assim a língua e o amor
a entoar no pensamento.
a entoar no pensamento.
J. Alberto de Oliveira
O PENSAMENTO EM SANGUE
7.4.11
NO HAUSTO DAS FONTES
Amar o silêncio
no hausto das fontes.Arrebatar ao luar
a furtiva cadência
de frases
cheias de relento.
Transpor o sentido
literal do sono
soletrando os nomes
da água e do fogo.J. Alberto de Oliveira
19.3.11
FLUIR EM FLOR
19.2.11
O LABOR DO LUME
1.2.11
A PALAVRA CERTA
26.1.11
MARFOLHO
20.1.11
UM VENTO DE TREVAS
30.12.10
A LÍDIMA LUZ DA ÁGUA
11.12.10
EM VERSO LIVRE
8.11.10
O APRUMO DO OUTONO
19.10.10
A JANELA DOS VENTOS
2.10.10
O OUTONO
24.9.10
O DELICADO LENÇO
3.8.10
UMA SÓ VEZ NA INFÂNCIA
Hoje lembrei-me de fugir
com um sonho de sete páginas em branco.
E fui sem dizer nada a ninguém.
Fugi para onde o tempo é um desenho livre.
Fui para o tempo de uma só vez na infância.
J. Alberto de Oliveira
16.7.10
POETICAMENTE
O poema que vou escrevendo irrompe nas folhas de rascunho como um ajuste de contas. Pela trama da emoção, pelo ritmo e rigor que lhe transmito, amadurece luzente e altivo.
O poema que vou escrevendo acontece à hora de vigília clandestina. Respira pela calada sensitiva do pensamento. Esquiva-se ao lápis da censura. Foge ao gume da tesoura inquiridora. Despista qualquer investigação policial.
Quero um poema que minta, ao ponto de se transfigurar em vórtice da verdade.
O poema é segredo e a estratégia. Sangra em silêncio e mistério.
No poema, sou mensageiro de mim ou de quê?
No poema que vou escrevendo, de quem é o desejo?
J. Alberto de Oliveira
12.7.10
UMA GOTA DE CHUVA
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