29.6.07
PIER PAOLO PASOLINI
Per essere poeti, bisogna avere molto tempo:
ore e ore di solitudine sono il sono modo
perchè si forma qualcosa, che è forza, abbandono,
vizio, libertà, per dare stile al caos.
Io tempo ormai ne ho poco...
Pier Paolo Pasolini
AO VIR DA MADRUGADA
22.6.07
SETE GOTAS
10.5.07
SPREZZATURA
Joy, largueza, proeza - são cânones da cortesia provençal que informaram toda a juventude de Francisco de Assis. Os seus companheiros recordavam-no "pródigo e cauto mercador, mas magnificentíssimo, altivo e generoso, ligeiro e não pouco audaz, superior em grandeza de alma, rico em liberalidade".
No sonho da conversão viu unicamente símbolos cavaleirescos.
Convertido, reclamando-lhe o pai os seus haveres e citado perante o bispo, efectuou uma sprezzatura deslumbrante, despindo-se até ficar nu em pleno episcopado e atirando as roupas para o chão. (O bispo agiu admiravelmente a condizer, cobrindo-o com o seu próprio manto).
Cristina Campo - Os imperdoáveis
21.3.07
15.3.07
O CÂNTICO DOS CÂNTICOS
Fotofrafia: J. A. de Oliveira O Cântico dos Cânticos é um belíssimo poema a iluminar a palavra Amor. É uma vitória dos que amam, tendo como alicerce as forças mais vivas da natureza.
Será possível um grande amor sem a terra fecunda, sem as águas correntes, o sol, as flores, o vento?
Os animais e as plantas rejubilam com o amor do homem e da mulher.
Dir-se-ia que o o Cântico Maior, também assim dito, subtilmente revela que o amor nos humanos move-se do lado do amor de Deus.
É o cântico de núpcias da Criação!
É uma outra forma de exprimir o indizível, o espaço onde a mulher surge primeiro e se movimenta, como quem procura uma alegria perfeita.
Melhor que o homem a mulher sabe do essencial.
J. Alberto de Oliveira
13.3.07
21.2.07
SE VIVO AMOR NOS MOVE
Se vivo amor nos move
que delicado verso
ou palavra amada
em nós começa
em nós se demora
e depois
com sentido pudor
no mar adormece?
J. Alberto de Oliveira
10.2.07
TE DEUM
31.1.07
NO DIALECTO DA ÚMBRIA
Fotografia: J. A. de Oliveira
Perto do fim da sua vida, doente, virtualmente cego, Francisco de Assis escreveu, em louvor a Deus, o "Cantico delle Creature". Redigido numa cabana situada nas proximidades do convento de S. Damião, onde viviam as primeiras clarissas, este texto veio a lume no dialecto da Úmbria, a língua vulgar, do povo, por contraponto ao latim então usado por eruditos e teólogos. Os versos, terminados em 1226, foram publicados no Codex 338 de Assis, um documento no qual, após os versos foi deixado um espaço em branco, um vazio que nunca chegou a receber as notas destinadas a musicar o poema. As palavras de Francisco de Assis, que abraçou o voto de pobreza absoluta como regra de vida, constituem uma espécie de texto panteísta, sendo nele celebrados não só os elementos naturais - o sol, a lua, as estrelas, o vento, a água, o fogo, a terra - mas também "nossa irmã a morte corporal" ("sora nostra morte corporale"), à qual nenhum homem pode escapar. Febril, atormentado por ratos, o Santo, que sempre procurou a negação total de si próprio, quis, mesmo assim, deixar em língua pobre, ainda sem nome, a sua entrega ao silêncio.
Óscar Faria - "Mil Folhas" - 26/01/2007
23.1.07
FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
Fotografia: J. A. de OliveiraO pórtico da poesia de Fiama:
Água significa ave.
A fala de Fiama Hasse Pais Brandão é um todo coroado pelos seus últimos versos escritos junto ao mar do Algarve:
MEIO DIA / MEU DIA
Na pele sinto o percurso das ondas,
mais amplo e intenso do que o périplo do sol.
E, no entanto, este vai-se gerando a si mesmo,
a cada momento, até à placidez
do meio-dia. São feitos de horas, contínuas, eternas,
aqui, na ria, os dias. Hoje,
meu dia, o coração e o dia rejubilam.
10.1.07
MATÉRIA LUMINOSA
28.12.06
NA MARGEM LUMINOSA
12.12.06
A LÍDIMA COR
Espero do silêncio
a lídima cor da púrpura.
A púrpura molhada
pelo ouro da plenitude.
O ouro verbal das aves.
J. Alberto de Oliveira
11.12.06
LAUDATO SI', MI' SIGNORE!
(...)
Laudato si', mi' Signore, per frate vento
et per aere et nubilo et sereno et onne tempo,
per lo quale a le tue creature dai sustentamento.
Laudato si', mi' Signore, per sora aqua,
la quale è multo utile et humile
et pretiosa et casta.
(...)
S. Francisco de Assis - "Cantico delle Criature"
26.11.06
A VOCAÇÃO DA CALIGRAFIA
15.11.06
A PÚRPURA E O AZUL
A púrpura e o azul
a despir os ombros.
A alma e sua leveza
a iluminar os dedos.
E de súbito no pulso
o bater luzente do nome.
O movimento jubiloso
do lume carnal no pulso.
J. Alberto de Oliveira
10.11.06
O POETA DELIRA
A poesia é uma espécie de língua estrangeira, porque o poeta delira quando escreve.
Será tanto assim?
A resposta vem de Gilles Deleuze:
"L'écrivain, comme dit Proust, invente dans la langue une nouvelle langue, une langue étrangère en quelque sorte. Il met à jour de nouvelles puissances grammaticalles ou syntaxiques. Il entraîne la langue hors de ses sillons coutumiers, il se fait délirer".
UMA LUZ ABSTRACTA
9.11.06
IR CONTIGO A DELFOS
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