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21.6.06
A CHUVA
Ouve a chuva
nas folhas húmidas.
Será tanto assim
o canto antigo
de beijos
noutros beijos?
José Alberto de Oliveira
("Alegria Irrecusável" - 1974)
20.6.06
DE FOLHA PERFUMADA
De folha perfumada
te quero
nos sentidos do vento:
manancial de linho aberto,
suspenso dos ombros –
linho feito de palavras
atentas
ao amor que vem de setembro.
J. Alberto de Oliveira
14.4.06
LEGENDAS DA ÁGUA
Legendas da água.
Exercícios puros
do olhar
em torno do mais profundo
post-scriptum musical.
J. Alberto de Oliveira
11.4.06
UM BRANDO SILÊNCIO
Enquanto longe dormes
com o lume
todo voltado para ti
um brando silêncio
pensativo do vento
perfuma a noite escura.
Cumpre-se o poderoso
verso de medida pura.
J. Alberto de Oliveira
A SUAVIDADE E O SER
Abre-te ao poema
da casa e da maresia.
Desata e folheia
a suavidade e o ser.
Escolhe e desafia
o sítio onde soletrar
linha após linha
sete livros inteiros.
Apura na palavra
o sopro e o desejo.
Regressa às delícias
do júbilo perfeito.
J. Alberto de Oliveira
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